sexta-feira, 27 de março de 2020


8º e 9º Ano


Leia:
Em quarentena, 72% dos moradores de favelas têm padrão de vida rebaixado
Pesquisa inédita aponta que nessa população, de 13,6 milhões, 32% terão dificuldade para comprar comida

24.mar.2020 às 2h00
EDIÇÃO IMPRESSA
SÃO PAULO
Fernanda Mena
Emilio Sant'Anna


Apenas uma semana dentro de casa, em quarentena contra a pandemia do novo coronavírus e sem renda, já é tempo o suficiente para 72% dos moradores de favelas no Brasil não conseguirem manter o baixo padrão de vida por não terem nenhum tipo de poupança.
Nessa população, formada por 13,6 milhões de pessoas, 32% (ou quase 1 em cada 3) terão dificuldades na compra de itens básicos de sobrevivência, como alimentos.
Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita do Data Favela, que investigou o impacto da pandemia nas comunidades pobres e precárias do país.
Ao todo, 1.142 pessoas foram entrevistadas neste mês em 262 favelas de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os resultados do levantamento evidenciam que esse contingente, maior do que a população da cidade de São Paulo, por exemplo, enfrentará, para além da questão de saúde pública —agravada pelos ambientes domésticos minúsculos e pela falta de saneamento básico generalizada—, o desafio econômico da sobrevivência, com menos dinheiro ou mesmo sem ele.
No Brasil, até esta segunda-feira (23), o novo coronavírus havia causado 34 mortes e 1.891 casos de infecção confirmados, segundo o Ministério da Saúde.
Entre os mortos, 30 estão em São Paulo e 4 no Rio de Janeiro. Até o domingo (22), eram 25 mortos e 1.546 casos. A capital fluminense registrou sua primeira morte por Covid-19, a de uma mulher de 58 anos que tinha doenças crônicas.
A pesquisa do Data Favela apontou que 7 em cada 10 famílias afirmam já terem tido a renda diminuída desde o início da pandemia e das medidas preventivas do alastramento do vírus, e que 79% já começaram a cortar gastos por conta da crise provocada pela Covid -19.
Isso porque quase metade dos trabalhadores que vivem em favelas são autônomos(47%) e 8% são informais, ou seja, boa parte deles não pode contar com o suporte da legislação trabalhista nem com as políticas emergenciais pensadas para quem tem carteira assinada.
"Por mais que isso soe alarmista, esse quadro pode indicar uma situação de convulsão social num futuro próximo", avalia Renato Meirelles, fundador do Data Favela, uma parceria do Instituto Locomotiva e da Cufa (Central Única das Favelas).
São pessoas como a diarista Alda Pereira, 56, moradora da favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, que desde esta segunda-feira (23) começou a sentir o efeito da crise causada pelo coronavírus. Na noite de domingo, ela recebeu a notícia de que estava dispensada da única casa em que fazia faxina, o que lhe rendia R$ 800 por mês.
“Foi um baque, fui demitida pelo ‘zap’. Fácil, né?”, diz ela que não conta com nenhum tipo de rede de proteção social do estado.
O que deve salvar a diarista durante as semanas de recolhimento quase compulsória será outro tipo de auxílio. Missionária da Assembleia de Deus, há 25 anos, ela mantém um trabalho de recolhimento de itens e distribuição de cestas básicas. É daí que virão os alimentos com que ela deve passar o próximo mês. “Estou crendo em Deus, que foi quem sempre me sustentou”, afirma.
Meirelles indica que pessoas nessas condições já têm dificuldades para pagar as contas do mês. Neste grupo, 84% projetam uma redução de renda por conta da pandemia.
"Cesta básica ajuda, mas é, de novo, o asfalto dizendo para a favela o que ela tem direito a consumir. Mais efetivo seria transferir renda diretamente para que os moradores de favelas comprassem o que precisam", afirma. "Se não houver ações efetivas, públicas e privadas, para garantir uma renda mínima, o adiamento de contas, garantindo provimento de produtos básicos, como alimentos, internet e produtos de limpeza, pode haver revolta das favelas."
"Até agora eu não ouvi a palavra favela sair da boca dos políticos que estão tratando da pandemia do coronavírus", critica Gilson Rodrigues, presidente da União de Moradores e Comerciantes de Paraisópolis, favela da zona sul da capital paulista, e articulador do G10, bloco de líderes e empreendedores sociais de favelas do país.
Seu grupo é uma das organizações ligadas às favelas que criaram listas de medidas para guiar os governantes sobre as necessidades dessas comunidades.
Para quem, mesmo sem as restrições de ganhos impostas pela pandemia, não tem condições de comprar produtos básicos de alimentação e de higiene, como sabonete, a saída é a implantação de um programa de renda mínima emergencial, defende Douglas Belchior, membro da coordenação nacional da Uneafro, entidade que luta pelos direitos de moradores das periferias e favelas.
Na sexta-feira (21), junto com outros movimentos de defesa da cidadania, a organização lançou um abaixo-assinado para pressionar o Legislativo a aprovar a medida em caráter de emergência. O objetivo é que 80 milhões de brasileiros sejam cobertos pelo programa enquanto durarem os efeitos da pandemia de coronavírus.
“A proposta é de renda básica de R$ 300 por pessoa, para todos que têm renda menor do que três salários mínimos”, afirma Belchior.
Até esta segunda-feira (23), o abaixo-assinado havia reunido pouco mais de 500 mil adesões. “É uma questão humanitária. Quando esse vírus tocar o chão das favelas e dos morros, veremos um genocídio no Brasil”, diz.
O próprio Bolsa Família seria uma opção, diz Gilson. "Nossa sugestão é que o governo utilize o sistema do Bolsa Família, ampliando o benefício para um salário mínimo por três meses e reabilitando o cartão de quem teve o benefício cortado recentemente", diz.
Nesta segunda, no entanto, ativistas que lutam pelos direitos dessa população se surpreenderam com a MP (medida provisória) editada pelo presidente JairBolsonaro (sem partido), que autorizava a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses. No início da tarde desta segunda, porém, ele voltou atrás em relação a um dos artigos da medida e disse que ele será revogado.
“O país precisa de um presidente que se comporte de acordo com o cargo que ocupa”, diz Belchior. “Mesmo os mais liberais compreendem que neste momento é preciso garantir renda para a população mais pobre.”
"O governo tem de fazer a parte dele, mas o presidente está até agora falando que é uma gripinha. E nós não temos tempo a perder com esse tipo de papo. A favela vai ter de começar a fazer as coisas por si e dar o exemplo", diz Gilson.
As ações para a população das favelas também estão passando por campanhas de arrecadação emergenciais e ações diretas da população. A Uneafro, por exemplo, reuniu R$ 50 mil em uma campanha de arrecadação para ajudar a manutenção de cerca de 300 famílias de favelas paulistanas. “É uma ajuda paliativa, de efeito temporário. Não podemos apenas esperar a ação do Estado porque a história nos mostra que ele não irá nos salvar, mas tirar nossas vidas”, afirma Belchior.
Em Paraisópolis, estão sendo criados comitês de cada bairro da favela, com presidentes de cada rua, que vão mapear a situação de cada 50 casas e farão a ponte com a união dos moradores, que vai fornecer marmitas para os mais necessitados, produzidas diariamente na sua cozinha comunitária. Para isso, criaram um canal online de arrecadação de recursos.
A Cufa elaborou uma lista de 14 recomendações para as favelas, que vão desde a distribuição de produtos de higiene até a criação e liberação de pontos de internet para que as pessoas possam se comunicar e acessar notícias sobre a pandemia.

Após leitura atenta da notícia, responda às questões que seguem, em seu caderno de Língua Portuguesa.
1-      Toda notícia é produzida a partir de um fato de grande relevância para a sociedade. Que fato é esse?

2-      Indiretamente o veículo de comunicação, o Jornal Folha de S. Paulo, constrói uma crítica ou uma denúncia em relação a tal fato. Qual a crítica ou denúncia construída?

3-      Como estudado no ano anterior, toda notícia é composta por um lide, que são as principais informações a respeito do fato noticiado. Complete o lide, com as informações da notícia:

a-      QUEM?
b-      ONDE?
c-      QUANDO?
d-      COMO?
e-      POR QUÊ?
f-       PARA QUÊ?

4-      Há depoimentos na notícia. Indique quem são as pessoas entrevistadas e o que pensam a respeito do fato.

5-      Qual a sua opinião a respeito do fato noticiado? Escreva um parágrafo demonstrando-a.

6-      Comente o conteúdo da notícia com dois familiares, peça para relatarem a opinião deles e escreva-as.

7-      Destaque as informações que você achou importante na notícia.


7º Ano


ATIVIDADES:



1.Leitura


Você deverá acessar o link disponível abaixo, fazer a leitura do livro online e, após a leitura, resumir o enredo falando sobre o que mais gostou e o que aprendeu com a história.




ATENÇÃO: NÃO É PARA IMPRIMIR O LIVRO. ORGANIZE-SE E FAÇA A LEITURA ONLINE. PARA ACESSAR, COPIE E COLE O LINK.



2)  Interpretação de textos

Leia os textos abaixo e responda o que se pede:

TEXTO 1:


A Borboleta e o Casulo

Quando a lagarta, tornada crisálida, concluiu praticamente a sua transformação em lepidóptero, resta- lhe passar uma prova para se tornar verdadeiramente borboleta. Tem de conseguir romper o casulo no seio do qual se operou a transformação, a fim de se libertar dele e iniciar o seu voo.

Se a lagarta teceu o seu casulo pouco a pouco, progressivamente, a futura borboleta em compensação não pode libertar-se dele da mesma forma, procedendo progressivamente. Desta vez tem de congregar força suficiente nas asas para conseguir romper, de uma assentada, a sua gola de seda.

É precisamente graças a esta última prova e  à  força  que  ela  exige  que  a  borboleta  acumule  nas suas jovens asas, que esta desenvolve a musculatura de que terá necessidade depois para voar.

Quem ignorar este dado importante e, imaginando ‘ajudar’ uma borboleta a nascer, romper o casulo em seu lugar, assistirá ao nascimento de um lepidóptero totalmente incapaz de voar. Esta não terá conseguido utilizar a resistência da sua sedosa prisão para construir a força de que teria necessidade para lançar-se seguidamente no céu.

TEXTO 2:

A lição da borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo e um homem ficou observando o esforço da borboleta para fazer com que o seu corpo passasse por ali e ganhasse a liberdade. Por um instante, ela


parou, parecendo que tinha perdido as forças para continuar. Então, o homem decidiu ajudar e, com uma tesoura, cortou delicadamente o casulo. A borboleta saiu facilmente. Mas, seu corpo era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e ela saísse voando.

Nada disso aconteceu. A borboleta ficou ali rastejando, com o corpo murcho e as asas encolhidas e nunca foi capaz de voar! O homem, que em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendeu que o casulo apertado e o esforço eram necessários para a borboleta vencer essa barreira. Era o desafio da natureza para mantê-la viva. O seu corpo se fortaleceria e ela estaria pronta para voar assim que se libertasse do casulo.

Algumas vezes, o esforço é tudo o que precisamos na vida. Se Deus nos permitisse passar pela vida sem obstáculos, não seríamos como somos hoje. A força vem das dificuldades, a sabedoria, dos problemas que temos que resolver. A prosperidade, do cérebro e músculos para trabalhar. A coragem vem do perigo para superar e, às vezes, a gente se pergunta: “não recebi nada do que pedi a Deus”. Mas, na verdade, recebemos tudo o que precisamos. E nem percebemos.

1.  Há relação entre os dois textos? Explique.

2.  O texto 1 é um texto científico.    ( ) concordo            ( ) discordo
O que faz você afirmar e concordar com isso? Retire do texto os argumentos que comprovam. Se discorda, apresente também os argumentos retirados do texto.

3.  O texto fala da transformação da borboleta. Cientificamente, como se chama esse processo?

4.  O autor utiliza-se do texto para orientar sobre o processo de transformação. Qual é a grande lição que ele quer passar com o texto?

5.  Agora, vamos analisar o texto 2. Ele é uma narrativa.  ( ) concordo        ( ) discordo
Por que o texto é uma narrativa? Explique e justifique com argumentos do próprio texto. Se discorda, faça o mesmo.

6.  O que fez o homem decidir a ajudar a borboleta?

7.  Qual era a grande expectativa do homem em relação à borboleta?

8.  A expectativa se cumpriu? Justifique.

9.  O que faltou ao homem para que pudesse entender o processo?

10.  Como no texto anterior, a grande lição está no último parágrafo. Vamos revisá-lo:

A força vem………………..
A sabedoria vem………………..
A prosperidade vem………………..
A coragem vem…………………

11.  Explique com tuas palavras a mensagem do texto



3)  Gênero Notícia: leitura e análise


Antes da pandemia do coronavírus fizemos os estudos sobre notícias. Vimos qual é a estrutura desse tipo de texto, qual o impacto que esses textos têm na sociedade. Diante disso, vocês deverão:

a) Escolher uma notícia, ler e resumir indicando: a manchete, o que aconteceu, como, com quem, por quê? Onde?

b) Escreva um parágrafo dando a sua opinião sobre o que foi lido;


4)  Uso dos discursos direto e indireto

Caixa de Texto: ATENÇÃO: Em um texto as palavras podem reproduzir as falas de alguém de duas formas:

Discurso direto: se as falas são reproduzidas tal como foram ditas
Ex.: – Comi muito bem hoje.

Discurso indireto: se as falas são referidas por uma outra pessoa. O discurso indireto é marcado pelo uso do travessão ou vem entre aspas.
EX.: Ele disse que comeu muito bem naquele dia.


Leia o texto abaixo e responda:
Caixa de Texto: Qual é o poliglota que fala mais línguas?
por Felipe Branco Cruz

Segundo o Guinness, é o militar aposentado norte-americano Gregg M. Cox, capaz de ler e escrever em 64 línguas (14 delas com fluência) e 11 dialetos. Mas, há também casos extraordinários que não foram registrados no livro dos recordes. O catarinense Carlos Amaral Freire, de 82 anos, já estudou 135 idiomas. “Há mais de 50 anos, aprendo dois novos por ano. Mas não tenho a vaidade de ser o maior poliglota do mundo”, diz. “Só para conversar com a minha família eu preciso de cinco línguas: basco, espanhol, italiano, grego e português.” Ele é autor do livro Babel de Poemas, com textos traduzidos de 60 línguas diferentes para o português. Recentemente, estudou baixo alemão (falado no norte da Alemanha) e siciliano e revisou outras cinco línguas. […]

Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br. Acesso em: 07 de jun. de 2016.


1)  A finalidade do texto é:
a)  informar
b)  entreter
c) divulgar
d)  instruir

2)  Identifique no texto trechos que podem servir de exemplo de uso do discurso direto e trechos que podem servir de exemplo de uso do discurso indireto.

6º. Ano


Leia o conto “O bilhete do amor”, de Elias José. Responda as questões que seguem, em seu caderno de Língua Portuguesa. 

O BILHETE DO AMOR

Logo que colocou os objetos embaixo da carteira, Pitu encontrou o bilhete. Leu, ficou vermelho, colocou no bolso, não mostrou pra ninguém. De vez em quando, mordia-lhe uma curiosidade grande, uma vontade de reler para ter certeza. Era uma revelação que ele não estava esperando. Não podia dizer que estivesse achando ruim, pelo contrário... Ele estava com vontade de olhar para trás, para as últimas carteiras e procurar por uma resposta com o olhar. Era um tímido e não se encorajava. A professora explicava num mapa as regiões do Brasil e ele viajava num rumo diferente. Ainda bem que ela não estava olhando pra ele, nem fazendo perguntas, só estava expondo a matéria. Na hora da verificação, acabaria saindo-se mal. Não gostava de ignorar as coisas perguntadas. Só não se saía muito bem quando se tratava de fazer contas de números fracionários. 
A professora mesma dizia-lhe que em Português e matéria de leitura e entendimento ele se saía bem; mas nos cálculos tinha dificuldades. Agora estava distante, pensava em poesias românticas, em música sentimental. Estava meio perdido nos pensamentos confusos. O bilhete queimando no bolso. Uma vontade de rele-lo, palavra por palavra. Interessante, não era um bilhete bem escrito, tinha até erro de Português - por que a curiosidade? Só ele sabia dele, não foi como no dia do correio elegante, pai, mãe e seu Francisco do armazém querendo saber, dando palpites. Agora, tinha um bilhete e era diferente. Tinha um bilhete que trazia uma declaração de amor e uma assinatura. Trazia mais: trazia um convite para um bate-papo na praça, às duas horas, se ele quisesse namorar de verdade. Marina era bonitinha, ele queria. Falta-lhe jeito de dizer, tinha que escrever um bilhete respondendo, era mais fácil. No intervalo, escreveu o bilhete, fechado no banheiro. Quando ela chegou, a resposta a esperava na carteira. Quase no fim da aula, ele criou força e olhou para trás. Marina sorria, confirmando. Ele sorria também. Diversas vezes, ele olhou pra trás e a encontrou olhando. Trocaram sorrisos e olhares. Os dois estavam vivendo uma ternura primeira e não sabiam escondê-la mais. Tanto assim que a professora pediu que ele virasse pra frente, observasse o que ela estava pedindo pra pesquisa do fim de semana. Naquele fim de semana, ele iria pesquisar alguma coisa nova que não tinha experimentado, como alguns outros de sua idade e turma. 

Elias José. O bilhete do amor. In: Histórias de amor. Coord. José Paulo Paes. 
São Paulo: Ática, 1997. p. 109-111. v. 22. (Para Gostar de Ler).

1. Como faz a fotografia, é próprio do gênero conto flagrar um momento especial na vida de um personagem. 

a) Quem é o personagem em foco?
b) Que momento especial é esse?

2. Em uma narrativa, quem narra a história se chama narrador, que pode ser o próprio personagem ou não. Leia as explicações abaixo:
TIPOS DE NARRADOR
As histórias podem ser narradas pelo próprio personagem ou por alguém de fora, que não participa dos acontecimentos.
No caso de um narrador personagem, temos uma narrativa em 1ª pessoa. Verbos e pronomes estão na primeira pessoa do singular. Neste caso, a história é narrada do ponto de vista do narrador, que interpreta, à sua maneira, os acontecimentos de que participa. 

Exemplo: 
"Nasci na taba duma tribo tupinambá. Sei que foi numa meia-noite clara, de lua cheia. Minha mãe viu que eu era magro e feio."
(Erico Verissimo. As aventuras de Tibicuera) 


Quando o narrador é alguém de fora da história, temos uma narrativa em 3ª pessoa. Verbos e pronomes estão na terceira pessoa. 

Exemplo: 
"Agora (Pitu) estava distante, pensava em poesias românticas, em música sentimental. Estava meio perdido nos pensamentos confusos." 


Releia este trecho do conto: 

Logo que colocou os objetos embaixo da carteira, Pitu encontrou o bilhete. Leu, ficou vermelho, colocou no bolso, não mostrou pra ninguém. 

a) Identifique os verbos no trecho e grife-os.

b) Quem narra esse momento especial de Pitu é o próprio personagem? Justifique-se. 

c) Se o narrador fosse o próprio personagem, como ficariam esses verbos? 

d) Quais são as ações descritas no trecho? 

e) Em que lugar se passam essas ações? Retire do trecho a justificativa de sua resposta. 

f) Os colegas de Pitu e a professora poderiam ver essas ações de Pitu? Por quê? 


3. Observe outro trecho do mesmo conto:
“De vez em quando, mordia-lhe uma curiosidade grande, uma vontade de reler pra ter certeza. Era uma revelação que ele não estava esperando. Não podia dizer que estivesse achando ruim, pelo contrário... Ele estava com vontade de olhar para trás, para as últimas carteiras, e procurar por uma resposta com o olhar.”

a) Nesse trecho, as ações também podem ser vistas? Por quê? 

b) O que elas revelam? 



4. O conto termina com esta frase: 

“Naquele fim de semana, ele iria pesquisar alguma coisa nova que não tinha experimentado, como alguns outros de sua idade e turma.” 

Responda: O que seria a coisa nova que Pitu iria pesquisar naquele fim de semana? 


DIFERENTES MOMENTOS DE UMA NARRATIVA
⦁ Uma situação inicial de tranquilidade.
⦁ O aparecimento de uma situação problemática - o conflito - que vai quebrar a tranquilidade inicial, complicar a história e construir a tensão narrativa. 

⦁ A(s) tentativa(s) de solução do problema (podem aparecer antes ou depois do clímax). 

⦁ O clímax, o momento mais complicado e tenso da história. 

⦁ O desfecho, que compreende a diminuição da tensão até a solução (ou não solução) do problema. 

⦁ O desenlace, que corresponde a um momento que vem depois do fim da história. No caso do conto O bilhete do amor, o desenlace é o fim de semana de Pitu e Marina. Também há narrativas sem desenlace.


5. Identifique a que momento corresponde cada trecho destacado da história:

a) “Logo que colocou os objetos embaixo da carteira, Pitu encontrou o bilhete.”

b) “
Pitu leu, ficou vermelho, colocou no bolso, não mostrou pra ninguém.”

c)
 “No intervalo, escreveu o bilhete, fechado no banheiro.”
d) “O bilhete queimando no bolso. Uma vontade de relê-lo, palavra por palavra. [...]. Agora, tinha um bilhete e era diferente. Tinha um bilhete que trazia uma declaração de amor e uma assinatura. Trazia mais: trazia um convite para um bate-papo na praça, às duas horas, se ele quisesse namorar de verdade. Marina era bonitinha, ele queria. Falta-lhe jeito de dizer, tinha que escrever um bilhete respondendo, era mais fácil.”
e) “Quando ela chegou, a resposta a esperava na carteira. Quase no fim da aula, ele criou força e olhou para trás. Marina sorria, confirmando. Ele sorria também. Diversas vezes, ele olhou pra trás e a encontrou olhando. Trocaram sorrisos e olhares. Os dois estavam vivendo uma ternura primeira e não sabiam escondê-la mais.”

f) “Naquele fim de semana, ele iria pesquisar alguma coisa nova que não tinha experimentado, como alguns outros de sua idade e turma.”


Produção Escrita
Faça uma adaptação do conto: “O BILHETE DO AMOR”, transforme-o em uma história em quadrinhos. Selecione algumas cenas, crie as personagens ,elabore ilustrações e falas ou pensamentos para elas. Abaixo, observe o exemplo de uma história em quadrinhos e bom trabalho!




4º Ano e 5º Ano

 Português


OS TEXTOS E AS COMANDAS DAS ATIVIDADES DEVERÃO SER COPIADAS E RESPONDIDAS.  

TEXTO 1: A cigarra e a formiga

    Tendo a cigarra contado durante todo o verão, viu-se ao chegar o inverno sem nenhuma provisão.
    Foi a casa da formiga, sua vizinha, e então lhe disse:
    – Querida amiga podia emprestar-me um grão que seja, de arroz, de farinha ou de feijão? Estou morrendo de fome.
    – Faz tempo que não come? – perguntou-lhe a formiga:
    – Faz.
    – E o que fez a senhora durante todo o verão?
    – Eu cantei – disse a cigarra.
    – Cantou, é? Pois agora, dança!
Jean de La Fontaine. Fábulas. Rio de Janeiro: Revan, 2002. P. 10
 TEXTO 2: A raposa e a cegonha

    Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu a sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre cegonha com seu bico comprido mal pode tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava ao gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.
    Assim que chegou, a raposa se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delicias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, aborrecidíssima só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra. Ela aprendeu muito bem a lição, enquanto ia andando para casa faminta, pensava: “ Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro”.
    Moral: Trate os outros assim como deseja ser tratado.

Esopo. Fábulas de Esopo. São Paulo: Companhia das letrinhas, 2005. p. 36.
1)    Marque as alternativas que apresentam a semelhança entre os dois textos:

a)    (    ) São textos informativos
b)    (    ) Possuem dois personagens
c)    (    ) os personagens são humanos
d)    (    ) os personagens são animais
e)    (    ) são texto fábulas

2)    Para responder as questões abaixo leia o texto 1

a)    Quais são os personagens da história ? 
_______________________________________________________.
 b)    Quem é o autor do texto? 
_______________________________________________________.
c)    O que aconteceu com a cigarra quando o inverno chegou? 
_______________________________________________________________________.
 d)    O que a cigarra poderia ter feito para que sua situação fosse diferente no inverno?
_________________________________________________________________________
3)    Para responder as questões abaixo leia o texto 2

a)    Quais são os personagens da historia? 
__________________________________________________________.
b)    Quem é o autor do texto? E qual é o título do texto? 
__________________________________________________________.
c)    Quantos e quais são os ambientes em que a historia acontece? 
_________________________________________________________________________
d)    O que a raposa fez com a cegonha? 
__________________________________________________________.
e) Qual é a moral da historia? Qual a sua opinião sobre ela?________________________________________________________________________
4- Escreva V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas:


5
(   ) O substantivo onça-pintada é formado por duas palavras;
(   ) O substantivo mico-leão- dourado é formado por três palavras;
(   ) O substantivo mico-leão-dourado é formado só por adjetivos;
(   ) Os substantivos arara e garoupa são formados por apenas uma palavra;

5- Observe os substantivos destacados nas frases e responda com S para substantivo simples e C para substantivo composto:

a) (   ) Antônio dobra seu próprio paraquedas antes de saltar.
b) (   ) A chuva forte destruiu a plantação.
c) (   ) O gato saiu do armário.
d) (   ) Assim que o sol apareceu tivemos que abrir o guarda-sol.

6-Escreva  3 substantivos compostos para cada uma das palavras escritas abaixo:
a) Guarda _____________, ________________, ________________;
b) Porta _______________, ________________, ________________;

Matemática

1 ) Complete as sentenças a seguir:

 A. O sucessor de 450 é: ______________

 B.O antecessor de 709 é:  ____________        
 
 C. O sucessor de 1900 é : ______________

 D. O antecessor de 2000 é: _______________


2- Observe o exemplo, preencha a tabela com os números solicitados e escreva seus nomes por extenso:
CLASSE DOS MILHÕES
CLASSE DOS MILHARES
CLASSE DAS UNIDADES SIMPLES



3
9
7
5
6
0
















































A. 35 071
__________________________________________________________________________________________________________________________________________

 B. 430 879
_________________________________________________________________________________________________________________________________________

C. 1 234 598
__________________________________________________________________________________________________________________________________________

 D. 500 492
__________________________________________________________________________________________________________________________________________

3. Observe a imagem abaixo, qual é a forma geométrica dessa imagem?

 
A)    CONE
B)    CUBO
C)    PARALELEPÍPEDO
D)    CILINDRO







4- Resolva:

A. André tinha 2700 figurinhas e Paulo, 1800 figurinhas. Quantas figurinhas tinham os dois juntos?


Resposta: __________________________________________
B. Rubens tinha algumas figurinhas, ganhou 150 no jogo e ficou com 370. Quantas figurinhas ele possuía?




Resposta:­­­­­­­­­­­________________________________________


C. No início de um jogo, Luara tinha algumas figurinhas. No decorrer do jogo ela perdeu 120 e terminou o jogo com 250 figurinhas. Quantas figurinhas ela possuía no início do jogo?


Resposta:­­­­­­­­­­­________________________________________


D. Na escola de Luísa havia 678 alunos matriculados no ano passado. Este ano foram matriculados 127 alunos e saíram da escola 95. Quantos alunos há na escola este ano?




Resposta:­­­­­­­­­­­________________________________________

 5 - Assinale a alternativa correta:

• Para compor o número sessenta mil e dezoito, escrevemos:

A. 618

B. 60018

C. 600108

D. 6001008


• Considerando os números 2314, 3214, 2354, 3254. Dispondo esses números em ordem crescente, obtemos:

A. 2314, 3254, 3214, 2354

B. 2354, 3214, 2314, 3254

C. 2314, 2354, 3214, 3254

D. 3254, 3214, 2354, 2314

• Um supermercado tinha em seu estoque 285 pacotes de macarrão. Comprou mais 176 pacotes do mesmo macarrão e depois vendeu 85 deles. Quantos pacotes restaram no estoque do supermercado?

 A. 546

 B. 461

 C. 376

 D. 476

6 - Usando apenas dez símbolos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9) – também conhecidos como algarismos – podemos escrever qualquer número. Veja alguns números formados com os algarismos 4, 7, 2 e 1:
4  7  2  1
4  7  1  2
   4  2  7  1
4  2  1  7
4  1  7  2
4  1  2  7
7  1  2  4
7  1  4  2
   7  2  1  7
7  2  7  1
7  4  1  2
7  4  2  1
                


7. Leia os números escritos nos cartões azuis.
A. Dos números escritos nos cartões amarelos, qual é o maior e qual é o menor?
B. É possível escrever outros números usando esses algarismos, sem repeti-los?
C. Escreva alguns deles.

8. Qual o valor do algarismo 1 em cada um dos números?
A. 4721
B. 7124
C. 4217

Escreva um número com esses algarismos em que o algarismo 1 vale 1000.
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Como você já sabe, o sucessor de um número natural é o que vem logo a seguir desse e, portanto, tem uma unidade a mais.
O antecessor de um número natural é o que vem logo anes deste e, portanto, tem uma unidade a menos.


• Indique o sucessor de cada um dos números abaixo.
48

104

   459

                                               
99

2328

    
1840

                                               
555

3299

   



• Indique o antecessor de cada um dos números abaixo.


80


104


430







777

200

801









970


869


1751









2453


3550


1000


Muitas vezes organizamos sequências de números utilizando regras. Descubra qual pode ser a regra usada em cada caso e complete-as.


A -
36
41
46


61



B -
193
183


153
143



C -

807
707

507

207


D -
986

994
998


1006

1014
E -
105

95


80


65
F -
2009
2019



2059


2089

                                       
     RESPONDA.
          A.  DAS SEQUÊNCIAS ACIMA, QUAIS SÃO COMPOSTAS EXCLUSIVAMENTE DE NÚMEROS PARES?
         B.  QUAIS SÃO COMPOSTAS EXCLUSIVAMENTE DE NÚMEROS ÍMPARES?
         C.  QUANTAS DESSAS SEQUÊNCIAS APRESENTAM OS NÚMEROS EM ORDEM  CRESCENTE?